Projeto Ave Missões: Pesquisa, Educação Ambiental e Conservação com Aves da Região Noroeste do Rio Grande do Sul

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Participação no 1º Censo de Rapinantes Paranaense

Carcará em araucária no RVS dos
Campos de Palmas. Foto: DAM.
* por Dante Andres Meller
Neste último sábado aconteceu o 1° Censo Simultâneo de Aves de Rapina nos Campos Gerais Paranaenses.

A organização foi uma iniciativa do Instituto Neotropical e do site Aves de Rapina Brasil, com apoio do IAP, Museu de História Natural Capão da Imbuia e Parque das Aves.

A participação minha e do colega Alfieri foi para incluir o sul do Paraná no levantamento, mais especificamente os campos da região de Palmas, onde ocorrem espécies importantes para a conservação, como a águia-cinzenta.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

De volta ao Turvo 2018

* por Dante Andres Meller
Pica-pau-rei macho. Foto: DAM.
Me pergunto se é possível em uma só vida tudo ver e saber sobre os mistérios que acobertam-se sob uma floresta?!

Peca quem nada mais espera vivenciar do vasto verde que tamanha bonança traz, caindo em desinteresse e desatenção, estes, inimigos da boa vida e proveitosa observação de aves.

No profundo de uma floresta preservada, ver, ouvir e sentir é crucial! O momento raro, raríssimo!, pode acontecer a qualquer instante. E tudo que precisamos fazer é esperar pelo desvelar da vida.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Nonoai: uma primeira impressão

* por Dante Andres Meller
Olho-falso. Foto: DAM.
Dizem que a primeira impressão é a que fica.

Em relação à intrigante Terra Indígena de Nonoai, que em outros tempos já foi parque, a primeira impressão foi impressionante! (com o perdão do trocadilho)

Essa área, composta por cerca de 16 mil hectares de um misto de Mata do Alto Uruguai e Mata de Araucária, contém muitas espécies interessantes para os amantes da avifauna, e provavelmente muitas ainda a serem descobertas...

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Por quem cantam os cardeais?

*por Dante Andres Meller
Cardeal-amarelo macho. Foto: DAM.
Na vida, precisamos de refúgios. É do ser humano o necessitar espairecer, desligar. Parece fácil, mas tornamos difícil essa simples tarefa.

No garrão gaúcho-brasileiro, seja pelos vastos campos abertos ou entre as emaranhadas savanas de espinilho, a longitude da paisagem nos afasta de tudo e nos reaproxima de nós mesmos.

É um lugar especial, com jeito característico da tríplice fronteira, e que mais uma vez acolheu estes missioneiros para uma saída de observação.

Em relação às aves, o dito da canção é muito acertado: "Não conhece o Rio Grande, quem não foi a Uruguaiana".

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Contra todas as expectativas...

Saíra-de-chapéu-preto macho. Foto: DAM.
* por Dante Andres Meller
Primeiro, a chuva forçou a antecipação da saída para sábado e não domingo, como estava previsto, impedindo a participação de alguns avemissioneiros...

Segundo, contratempos gerados pela dificuldade de contato com a comunidade local, como a falta do almoço tradicional e a trilha bastante fechada pela vegetação.

Terceiro, as intempéries do tempo, representadas pela densa serração na manhã e pelo forte vento à tarde.

Mesmo assim, os contratempos foram contornados e uma série de registros interessantes confirmou a Trilha das Três Bocas, em Porto Mauá, como um baita lugar para passarinhar.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Sobre a ocorrência da noivinha-branca e da lavadeira-mascarada para o RS

* por Dante Andres Meller
Seja como for, espécies novas sempre geram uma emoção ao serem descobertas.

Ainda nos dias atuais, muitas aves continuam a ser registradas pela primeira vez em municípios, estados e mesmo países.

Por diferentes razões acontece, seja por subamostragem, ocorrência acidental ou avanço de distribuição.

Compartilhamos aqui sobre duas aves recentemente adicionadas à avifauna gaúcha, a noivinha-branca e a lavadeira-mascarada.

sábado, 2 de junho de 2018

Ave Missões e Planalto Médio na terra de Érico Veríssimo

Mergulhão-de-orelha-branca em Cruz Alta.
Foto: DAM.
* por Dante Andres Meller
Um bom contador de histórias saberia falar do tempo das sesmarias, dos outrora extensos campos de barba-de-bode cruzaltenses...

Um bom contador de histórias, nem que por um instante, traria com suas palavras a atmosfera de um tempo que foi para não mais voltar...

Não sou um bom contador de histórias, sei apenas do tempo de minhas vivências, com a certeza de que vento algum poderá soprá-las para longe daqui.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Só pela Guarita!

Pica-pau-de-banda-branca.
Foto: Márcia Koch
* por Dante Andres Meller
Só pela Guarita! era o sentimento que antecedia os dias da saída, só esperando pelo momento de passarinhar em Tenente Portela.

Não é a primeira vez que vamos lá, mas dessa vez foi diferente, exclusiva, independente do Turvo, ou seja, só pela Guarita mesmo!

Foi muito interessante... conseguimos dar mais atenção às aves da área, que é um dos maiores blocos florestais do estado.

terça-feira, 27 de março de 2018

Momentos de Sossego

Tesoura-do-brejo no Sossego. Foto: DAM.
* por Dante Andres Meller
Na observação de aves, digamos assim, existem momentos, dias e expedições.

As expedições são selvagens por natureza, onde vários dias mergulhados no ermo do ambiente natural proporcionam uma experiência marcante.

Um dia repleto de observação também é benéfico para a alma do observador. É uma beleza sair ao clarear do dia para só voltar à luz do crepúsculo, do luar e das estrelas.

Tão importantes quanto um e outro, são os momentos fugazes que a vida nos proporciona. E meio à rotina dos dias, um refúgio salutar para nutrir a mente, a alma e o coração se faz urgente! Estes breves momentos fazem a diferença no dia-a-dia de um passarinheiro.

sábado, 10 de março de 2018

A melhor coisa é poder viajar...

Albatroz-de-nariz-amarelo. Foto: DAM.
* por Dante Andres Meller
Algumas semanas atrás recebemos um convite para uma passarinhada um tanto única, em alto mar.

O local escolhido foi Rio Grande, o município gaúcho com maior número de espécies no WikiAves.

A oportunidade de ver algumas aves lendárias, como o albatroz, mexeu com os ânimos e abandonamos a firmeza da terra vermelha missioneira para se aventurar no azul do mar aberto do litoral sul gaúcho.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

São Borja: As Missões na Fronteira Oeste

Japacanins em São Borja. Foto: DAM.
* por Dante Andres Meller
Não é de hoje que a biodiversidade são-borjense chama atenção. 

Além de eu e a Ataiz virmos registrando aves interessantes no local a cerca de um ano, é já reconhecida a biodiversidade da área, com registros destacados tanto em livros e artigos, como no site Wikiaves.

Minha relação com São Borja, e a riqueza de suas aves aquáticas, remete à minha infância, quando ia passar as férias na granja de meu avô, localizada nas proximidades do Banhado do São Donato; entretanto, só a pouco entendi a qualidade das vivências ecológicas que foram semeadas em meu passado.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Já virou tradição... 25ª Kerbfest e 5ª Passarinhada Ave Missões

Surucuá-variado. Foto: DAM.
*por Dante Andres Meller
E novamente abrimos o ano com a saída de São Paulo das Missões, onde teve passarinhada, gastronomia e música, além de muita chuva!

Apesar disso, a saída teve pontos altos, com diversos registros interessantes para o nosso Baita Ano 2018.

Mas o que é mesmo um Baita Ano? Deixa eu tentar explicar...

domingo, 14 de janeiro de 2018

Visitando o país dos "parks"

*por Dante Andres Meller
Coruja-das-neves, Snowy Owl. Foto: DAM.
Essa virada de ano tivemos a oportunidade de viajar para os  estados da Califórnia e Massachusetts, e conhecer alguns dos mais famosos parques e animais norte-americanos.

Na Califórnia, além de visitas ao parque regional Eldorado e ao San Diego Zoo, também fomos aos parques nacionais do Yosemite, Sequoia e Joshua Tree.

Na costa leste, a visita a áreas de preservação foi mais rápida, mas não menos interessante, sendo o refúgio nacional de vida selvagem Parker River um hot-spot para os observadores de aves durante os meses de inverno.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017

* por Dante Andres Meller
Começo de dezembro realizamos a confraternização de fim de ano de nosso grupo.

Tivemos a presença de vários participantes, incluindo os amigos vindos de Cruz Alta e Panambi, assim como os santoangelenses de praxe. 

Foram 20 participantes, sendo que além de relaxar e passarinhar à beira do rio, confraternizar através de excelentes refeições e de nosso tradicional amigo X, também refletimos sobre 2017 e tratamos assuntos pertinentes ao grupo em 2018.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Home... home again!

*por Dante Andres Meller
Motivados pela recente descoberta de uma patativa-tropeira em Santo Ângelo, realizada pela colega Adelita Rauber, resolvemos fazer um bis de nossa última saída neste município.

Além do jacurutu, que havíamos descoberto na recente saída, esperávamos encontrar o falcão-peregrino, o frango-d'água-azul e a já mencionada patativa-tropeira, que seria o ponto alto do dia.

Encontramos outras espécies interessantes, e as quatro espécies-objetivo foram também registradas, o que nos deixou, por fim, muito contentes.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Lar doce lar

Jacurutu na Cascata do Comandaí.
Foto: Alfieri Callegaro.
*por Dante Andres Meller
"Como é bom ver espécies raras em nosso município!"

Essa frase, dita por um integrante de nosso grupo durante a recente saída no município de Santo Ângelo, contém muito do que pode ser dito sobre a gratificação de observar aves.

Ecoando em minha lembrança, a frase despertou reflexões sobre as origens do Ave Missões e de nossa própria relação com as aves, com direitos de apreciar e deveres de preservar.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

195 belas desculpas para passarinhar no Turvo & na Guarita - 2017

Acauã no Turvo. Foto: Adaltro C. Zorzan.
* por Dante Andres Meller
Todo passarinheiro sabe que vale a pena ir a lugares remotos, enfrentar situações adversas, superar dificuldades etc. para encontrar os motivos que nos movem, que nos fazem vibrar.

Há quem diga que "stress é o que há entre uma passarinhada e outra", apontando, com tais palavras, o valor que a observação de aves tem.

Para alguns, é uma constante busca, para outros é um encontro com amigos; alguns o fazem pela oportunidade de entrar em contato com a natureza, outros para praticar a arte da fotografia; quem sabe estejamos todos à procura mesmo é de um outro mundo, um mundo mais belo, alegre e encantador...

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Todos os caminhos levam a Uruguaiana

Grupo Ave Missões no PE do Espinilho.
Foto: Ingrid Sessegolo.
*por Pedro Sessegolo
Às vezes a gente fica matutando e até reclamando... – como é longe Uruguaiana!!

Na verdade não é longe, ainda mais para nós observadores de aves. 

Em qualquer caminho que leva a Uruguaiana e de lá até a Barra do Quaraí, assim como as suas estradas, seus atalhos, suas picadas e sangas, a natureza floresce e os seres alados que tanto apreciamos existem em profusão, desde aqueles numerosos bandos de garibaldis, até aqueles que a gente só encontra por lá, o que torna as saídas para Uruguaiana e Barra do Quaraí recheadas de surpresas e de encontros inesperados.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Passarinhando no primeiro dos sete povos

Capororoca em São Borja. Foto: DAM.
*por Dante Andres Meller
Seguindo a lógica da última postagem, quais seriam as possibilidades de se encontrar um cisne em São Borja?

Eu realmente não havia previsto... muito embora já tivesse feito um levantamento das espécies registradas na Terra dos Presidentes, mas o cisne capororoca não era uma delas.

Além desta nobre ave, muitas outras espécies interessantes também deram as caras em três recentes passarinhadas no local, me convencendo ser São Borja um baita lugar para observar aves.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

As incertezas de uma passarinhada

Flamingo-chileno na Lagoa do Peixe.
Foto: Adaltro C. Zorzan.
*por Christian Beier
Existe um livro de Nassim N. Taleb intitulado “A lógica do cisne negro”.

Nele o autor fala sobre filosofia e estatística, uma leitura pesada talvez.

Vou poupar-lhes da aula de estatística, mas em síntese esse livro diz que os eventos menos prováveis são aqueles que acabam causando o maior impacto nas nossas vidas (seja positiva ou negativamente).

O que o cisne negro tem a ver com isso? ...