Projeto Ave Missões: Pesquisa, Educação Ambiental e Conservação com Aves da Região Noroeste do Rio Grande do Sul

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Já virou tradição... 25ª Kerbfest e 5ª Passarinhada Ave Missões

Surucuá-variado. Foto: DAM.
*por Dante Andres Meller
E novamente abrimos o ano com a saída de São Paulo das Missões, onde teve passarinhada, gastronomia e música, além de muita chuva!

Apesar disso, a saída teve pontos altos, com diversos registros interessantes para o nosso Baita Ano 2018.

Mas o que é mesmo um Baita Ano? Deixa eu tentar explicar...
Vista para a igreja no distrito Pinheiro Machado, com surucuá-variado em destaque. Foto: Ingrid Sessegolo.

Definitivamente, o uso do termo lifer é reinventado após o começo de um Baita Ano, ao menos para nós avemissioneiros nesse ano de 2018. O Baita Ano é a nossa versão gaúcha do Big Year, aquele ano em que você procura registrar o maior número de espécies dentro de um território. No nosso caso, o BA2018 restringe-se ao Rio Grande do Sul e, por enquanto, ao nosso grupo, mas com devidos ajustes queremos torná-lo aberto à comunidade de observadores de aves gaúchos nas próximas edições.

E tem sido assim que reconquistamos aquele interesse muitas vezes perdido por aquelas espécies mais simples, que passam desapercebidas por nós depois de alguns anos de atividade. O fim de semana, portanto, proporcionou várias "espécies novas" para o nosso Baita Ano, ainda que fossem já velhas conhecidas nossas!

Urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura). Foto: Christian Beier.

Alma-de-gato (Piaya cayana). Foto: DAM.
  
O sábado começou com o clássico café colonial na casa da mãe do Carlos, seguido de passarinhada pelas matas do distrito Pinheiro Machado. Em termos de aves, o momento alto da manhã foi o sanhaço-de-fogo, em meio a diversas outras espécies encontradas pelo caminho.

Sanhaço-de-fogo (Piranga flava). Foto: DAM.

Guaracava-de-crista-alaranjada (Myiopagis viridicata). Foto: Pedro Sessegolo.

Cabeçudo (Leptopogon amaurocephalus). Foto: DAM.

Caneleiro-preto (Pachyramphus polychopterus). Foto: DAM.

Como o tempo estava meio abafado, pra chuva, optamos por passar a tarde nos arredores da casa do Carlos mesmo, onde alternávamos violão, chimarrão e eventualmente algum avistamento no seu jardim.

Frango-d`água-comum (Gallinago galeata). Foto: DAM.

João-bobo (Nystalus chacuru). Foto: DAM.
À tardinha, mais uma caminhada à beira da mata, mais alguns registros legais, como a pomba-galega e, depois, à noite, fomos para o café colonial (com chopp) da Kerbfest!

Pomba-galega (Patagioenas cayanensis). Foto: DAM.

Grupo na Kerbfest!

Na manhã de domingo, depois de uma noite bastante chuvosa, decidimos cancelar a visita à Reserva do Pau-ferro, em Dezesseis de Novembro, e ficar novamente pelas matas próximas da casa do Carlos, onde a repetição da caminhada de sábado rendeu novos encontros.

Beija-flor-de-topete (Stephanoxis loddigesii). Foto: DAM.

Choquinha-lisa (Dysithamnus mentalis). Foto: Pedro Sessegolo.

Pula-pula-assobiador (Myiothlypis leucoblephara). Foto: DAM.

Bando de maitacas (Pionus maximiliani). Foto: Pedro Sessegolo.

Azulão (Cyanoloxia brissonii). Foto: DAM.

Na volta pra casa, uma passada breve por Cerro Largo, para tentar alguns registros especiais para o BA2018, como a fogo-apagou. Mas antes, fomos ver um visual do lago da barragem, onde muitos  rapinantes voavam, inclusive o peregrino!

Vista da barragem em Cerro Largo. Foto: DAM

Falcão-peregrino (Falco peregrinus). Foto: DAM.

No local já conhecido por mim da fogo-apagou, ao chegarmos uma cena muito curiosa: duas meninas vieram ao nosso encontro com um gavião-carijó na mão. Era um filhotão que apresentava certa debilitação. Enquanto nós analisávamos o animal e dávamos instruções de tratamento, eis que canta aquela que procurávamos, estávamos em sintonia com as aves...

Filhotão de  gavião-carijó (Rupornis magnirostris).  Foto: Pedro Sessegolo.

Fogo-apagou (Columbina squammata). Foto: DAM.

Fogo-apagou (Columbina squammata). Foto: Pedro Sessegolo.

Outros encontros legais também aconteceram por Cerro Largo, mostrando ser o local um belo lugar pra passarinhar...

Benedito-de-testa-amarela (Melanerpes flavifrons). Foto: DAM.

Pichororé (Synallaxis ruficapillus). Foto: Christian Beier.

Arapaçu-verde (Sittasomus griseicapillus). Foto: DAM.

Saracuruçu (Aramides ypecaha). Foto: Christian Beier.

Com 12 participantes e cerca de 100 espécies registradas (veja lista), foi um belo começo de ano. Agradecimentos especiais ao Carlos e a toda sua família, especialmente à sua mãe, pela sempre hospitaleira acolhida no Cantão Suíço das Missões. Se Deus quiser, ano que vem nos vemos novamente! Um abraço...

Grupo Ave Missões reunido na propriedade do Carlos.

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8 comentários:

  1. Muito bom, Dante! Pena não temos podido participar desta vez! Grande abraço!

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  2. Maravilhoso, desta vez não fui porque meu barrigão de 30 semanas de gestação não permitiu, abraços ^^

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    1. Certo Andréia! Felicidades pra vocês aí... Abraço

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  3. Muito legal Dante....mais uma vez foi muito gratificante a nossa saída. Abração!

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  4. Belíssimo relato, parabéns! Lindas fotos e grande ideia quanto ao Baita Ano!

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