Vários são os aspectos que fazem da harpia uma das águias mais emblemáticas para os amantes da ornitologia.
Além do enorme tamanho e da incomparável imponência, sua raridade é um dos atributos de destaque.
Atualmente, a espécie já desapareceu de grande parte das florestas tropicais onde antes reinava absoluta no dossel florestal.
No Rio Grande do Sul, apesar de ter sido considerada extinta por longo período, a harpia recentemente decidiu se revelar...
Além do enorme tamanho e da incomparável imponência, sua raridade é um dos atributos de destaque.
Atualmente, a espécie já desapareceu de grande parte das florestas tropicais onde antes reinava absoluta no dossel florestal.
No Rio Grande do Sul, apesar de ter sido considerada extinta por longo período, a harpia recentemente decidiu se revelar...
A verdade é que hoje em dia para se ver uma harpia o melhor é ir para a Amazônia mesmo. Na Mata Atlântica, infelizmente, sobraram pouquíssimas, com a maior parte dos registros provenientes do Espírito Santo e Bahia. Ao sul, ela tem sido encontrada mais frequentemente em Misiones (Argentina). No Rio Grande do Sul chegou a ser considerada extinta por muito tempo, já que não haviam mais registros após a década de 40. Apesar disso, suspeitas e registros não confirmados para o Parque Estadual do Turvo traziam esperanças de que ainda estivesse presente.
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Harpia abatida na localidade de Desimigrados, em Derrubadas, no entorno do PE do Turvo, nos anos 70. Foto generosamente cedida por Aldori Biguelini. Fonte: Meller e Guadagnin 2016. |
Além de um registro antigo (foto acima), existem três observações atuais, sendo duas delas documentadas. Uma delas foi feita pelo guarda-parque argentino V. Matuchaka, que visualizou uma harpia pousada à beira do Salto do Yucumã, no lado brasileiro do rio, em 2011. Mais recentemente, dois registros documentados definitivamente comprovaram a presença da águia no território gaúcho, ambos feitos ao longo da estrada que leva ao Salto do Yucumã, um em 2015 e outro em 2016.
Apesar da continuidade de matas entre o PE do Turvo e as florestas de Misiones, que é o que provavelmente assegura a ocorrência da águia no lado gaúcho, o Turvo oferece boas condições para a harpia, com árvores emergentes em bons números e presas em quantia. As maiores ameaças certamente provêm do isolamento em relação às florestas de Misiones, em vista do alagamento projetado pela construção da UHE Panambi, em Alecrim. Também a caça e a perseguição a predadores oferecem riscos à harpia, o que pode ser prevenido através de programas de educação no entorno do parque.
Quer saber mais sobre a redescoberta da harpia no Rio Grande do Sul? Acesse a publicação científica:
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Registro de harpia no PE do Turvo, em junho de 2016, na companhia de Ataiz C. de Siqueira. Foto: DAM. |
Apesar da continuidade de matas entre o PE do Turvo e as florestas de Misiones, que é o que provavelmente assegura a ocorrência da águia no lado gaúcho, o Turvo oferece boas condições para a harpia, com árvores emergentes em bons números e presas em quantia. As maiores ameaças certamente provêm do isolamento em relação às florestas de Misiones, em vista do alagamento projetado pela construção da UHE Panambi, em Alecrim. Também a caça e a perseguição a predadores oferecem riscos à harpia, o que pode ser prevenido através de programas de educação no entorno do parque.
Quer saber mais sobre a redescoberta da harpia no Rio Grande do Sul? Acesse a publicação científica:
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Veja também:
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Grande postagem , parabéns !!! É sempre bom saber que espécies como essa ainda habitam nosso estado...
ResponderExcluirAss.:Lucas N de Porto Alegre - RS
Obrigado Lucas!! Um abraço!
ExcluirParabéns Dante, por mais este registro da Harpia no RS!
ResponderExcluirObrigado Paulo! Grande abraço!
ExcluirTurvo não é SC???? Ao lado de Jacinto Machado???
ResponderExcluirExiste tanto em SC como no PR municípios com o nome de Turvo, mas no caso aqui relatado refere-se ao Parque Estadual do Turvo, município de Derrubadas, RS. Abraço
ExcluirHarpia, ou gavião-real, gavião-de-penacho, uiruuetê, uiraçu, uiracuir, uiraquer, cutucurim e uiraçu-verdadeiro.
ResponderExcluirO nome "Harpia" é uma referência a um ser da mitologia grega, dada pelos primeiros exploradores europeus assim que os avistaram, assim como os nomes "Gavião-de-penacho" e "gavião-real" que neste caso são referências ao penacho na cabeça característico da espécie, com um formato semelhante ao de uma coroa.
Já os nomes "Uiruuetê" que contém o termo “e'tê”, (significa verdadeiro), o nome "Uiraçu" (significa ave grande), o nome "Uiracuir" ou "Uiraquer", veio da junção dos termos "gwirá, uirá" (pássaro) e "kuir" (cortante/afiado); todos esses nomes são denominações do do tupi-guarani .
Esta águia é uma das maiores aves de rapina do mundo, há indivíduos desta espécie que impressionantemente chegam a uma envergadura de 2,5 metros nas asas, 1,05 metro de altura, garras com unhas (halux) de 9 cm e peso de até 12 quilos, é a ave de rapina com maior força física no mundo, consegue carregar uma presa com seu próprio peso em pleno voo, suas garras são maiores que as garras de um Urso-pardo, é intimidadora, e imponente. Essa ave é referida ERRADAMENTE como gavião; quando se trata absolutamente de uma grande ÁGUIA; simplesmente a mais forte águia do mundo.
José Machado